Por: Vitor Valeri
In-ear monitor (IEM) Brise Audio IBUKI (Imagem: Reprodução/Brise Audio)
O lançamento do Brise Audio IBUKI foi anunciado hoje nas redes sociais de sua fabricante. Embora o novo IEM (in-ear monitor) seja semelhante ao FUGAKU, modelo desenvolvido pela mesma empresa, o IBUKI traz diferenças não só nos conectores utilizados, mas também nos drivers (alto-falantes). Confira todos os detalhes sobre este novo produto montado à mão pela companhia localizada na cidade de Tamamura, que fica na província de Gunma, no Japão.
Enquanto o FUGAKU depende de um sistema de multi-amplificação com crossover ativo, o IBUKI permite que o usuário o conecte em qualquer amplificador. Basicamente, isso foi possível graças ao desenvolvimento de um crossover passivo e a troca dos drivers MEMS (Micro-Electro-Mechanical System) pelos EST (eletrostático).
Abaixo uma imagem do IBUKI guardado em seu estojo de transporte feito em couro legitimo. O design da case foi pensado para que o usuário possa guardar o IEM sem desconectar o cabo e ao mesmo tempo evitar que os condutores dobrem. Além disso, para evitar arranhados, internamente há um tecido de suede, que é macio e aveludado.

Localizado em cada um dos lados do IBUKI, o crossover passivo de 5 vias faz a divisão de frequências e pressão sonoras para cada um dos 9 drivers do IEM.

Para conectar o IBUKI a um amplificador, é utilizado um plugue balanceado 4,4mm fabricado pela Pentaconn. Confira a seguir uma foto do IEM.

Caso não saiba, o FUGAKU também utiliza um crossover com o mesmo número de vias. Porém, seu crossover é ativo e fica dentro da carcaça do amplificador. Além disso, aqui há dois conectores proprietários que vão no amplificador. Eles possuem vários pinos, como você pode conferir na imagem abaixo.

Para a reprodução dos “ultra-agudos”, a Brise Audio utilizou no IBUKI os drivers EST, que não exigem um amplificador dedicado para funcionar. Já os drivers MEMS, que foram utilizados no FUGAKU, necessitam de uma amplificação especifica para produzir som.
O IBUKI utiliza três tecnologias de drivers: DD (Dynamic Driver), BA (Balanced Armature) e EST (Eletrostático). As armaduras balanceadas são utilizadas para a reprodução dos médio-graves, dos médios e dos agudos. Já os graves ficam por conta dos drivers dinâmicos enquanto os “ultra-agudos” são gerados pelos drivers eletrostáticos.

Os drivers dinâmicos do IBUKI possuem um diafragma de 8mm feito em polímero de cristal líquidos (LCP). Há um par de DDs em cada um dos lados do IEM e eles ficam em uma configuração de oposição, sendo fixados frente a frente dentro de uma câmara em anel de cobre. As vibrações dos próprios alto-falantes, decorrente do movimento do diafragma, são canceladas enquanto se obtém a movimentação ideal para a reprodução dos sons de baixa frequência.
Segundo a Brise Audio, o driver dinâmico utilizado no FUGAKU recebeu uma atualização para a “versão 2”, que é utilizada no IBUKI. De acordo com a empresa, foram feitos ajustes para realizar adequações ao IBUKI, evitando a geração de faixas de frequências desnecessárias e aprimorando a capacidade de reprodução dos subgraves.
Para a reprodução dos médio-graves foi utilizado no IBUKI uma BA Sonion por lado. Essa faixa de frequencia é responsável pela sensação de corpo, de volume da apresentação musical.
O IBUKI utiliza duas BAs da Knowles para os médios e duas para os agudos.
Segundo a Brise Audio, os drivers de armadura balanceada responsáveis pelos agudos tiveram um ajuste. Geralmente, o par de BAs são conectados em paralelo, mas neste caso os alto-falantes foram ligados em série.
Em cada um dos lados do IBUKI foi utilizado um par de drivers EST para a reprodução dos “ultra-agudos”. A atividade nesta faixa de frequência traz a sensação de ar, de maior palco sonoro.
Para guiar o som de cada um dos drivers do IBUKI, a Brise Audio projetou um sistema de tubos acústicos fabricados através da impressão 3D. De acordo com a fabricante, ao imprimir os tubos com um alto nível de precisão, foi possível combinar as ondas sonoras de cada driver no tempo e balanço ideais. Feito isso, a desenvolvedora foi além e implementou modificações para aprimorar o desempenho acústico dos drivers.

Para evitar interferências no funcionamento de cada driver e no transformador dos drivers EST, a Brise Audio utilizou nanotubos de carbono e materiais de absorção de ondas eletromagnéticas. Além disso, foi fixado na traseira dos drivers dinâmicos um feltro para absorver e atenuar a reverberação do som dentro da carcaça do IEM.

• Configuração de drivers: 9 drivers por lado (2x EST para ultra-agudos + 2x BA Knowles para médios + 2 BA Knowles para agudos + 1 BA Sonion para médio-graves + 2x DD para graves)
• Resposta de frequencia: 5 Hz – 50 kHz
• Impedância: 11 Ohms
• Material da carcaça: Ti-6Al-4V (titânio grau 5) + revestimento PVD
• Material do ear hook (gancho para fixas por cima da orelha): TPE (elastômero termoplástico) com fio de aço inox
• Conector do cabo: 4,4mm OFC fabricado pela Pentaconn
• Cabo: Brise Audio BSEP for IBUKI
Além do estojo de couro para transporte do IEM, a caixa do IBUKI conta com:
1x conjunto ear tips AZLA SednaEarfit Max com 6 tamanhos diferentes
1x prendedor de cabo feito em suede
1x saco de veludo

O Brise Audio IBUKI será lançado no dia 25 de abril durante o Spring Headphone Festival e sua pré-venda inicia no dia 17 de abril na loja online oficial. O envio do produto está previso para o final de junho. No momento da escrita desta notícia, o preço ainda está em aberto, mas há um “preço de referência” informado pela Brise Audio, que é de 1.000.000 de ienes (cerca de US$ 6.278).
Haverá uma edição limitada de lançamento do Brise Audio IBUKI que será vendida pelo mesmo preço da versão padrão. Seu diferencial é o revestimento dourado na carcaça do IEM. Serão vendidas apenas 50 unidades em todo o mundo.
Observação: a edição especial do IBUKI só tem a estética como diferencial. Não há diferenças em termos de performance.

Compartilhe:
Nenhum comentário foi feito, seja o primeiro!